Questões online de Patologia

sábado, 5 de setembro de 2009

HIPERCALCEMIA


Hipercalcemia é a existência de cálcio sérico total acima de 10,5 mg/dl em adultos. A elevação do Ca²+ plasmático é um problema potencialmente sério que pode levar à enfermidade renal, arritmias cardíacas e mau estado geral. Cerca de 90% das hipercalcemia se devem ao hiperparatireoidismo primário ou neoplasias malignas.
Hiperparatireoidismo primário
É caracterizado pela produção autônoma do PTH na ausência de um estímulo fisiológico apropriado, ou seja, hipersecreção coexistente com cálcio sérico ionizado normal ou elevado.
Características bioquímicas:
Hipercalcemia
Hipofosfatemia
Atividade aumentada da fosfatase alcalina
Níveis elevados de PTH

Menopausa saudável




Recomendações para viver bem a menopausa

Para superar os sintomas indesejáveis e o risco acentuado de certas doenças na menopausa, é fundamental que todas as mulheres tenham consciência da importância da adoção de um estilo de vida equilibrado que envolve uma alimentação balanceada, exercícios físicos regulares, manutenção de um peso adequado e restrição do álcool e do fumo. Todas essas medidas auxiliam no bem estar geral e dão tranquilidade, disposição e saúde para encarar mais 40, 50 anos de vida pela frente.

- Alimentação e peso adequado
- Água e hidratação
- Exercícios físicos e corpo em forma


sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Tese investiga microorganismos que danificam embalagens de carne bovina.





Maior exportador de carne bovina do mundo, o Brasil negociou 2,2 milhões de toneladas do alimento em 2008, o que lhe rendeu US$ 5,3 bilhões em divisas, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). Apesar desse desempenho, o país tem encontrado problemas para colocar o produto no mercado internacional, em razão das rigorosas barreiras sanitárias impostas pelos compradores. Uma dificuldade recente enfrentada pelos produtores nacionais tem sido causada por dois microorganismos que, embora não sejam patogênicos, provocam o estufamento das embalagens a vácuo onde os cortes são acondicionados sob refrigeração. “A carne nessa condição é imediatamente rejeitada pelos importadores”, afirma a química de alimentos Vanessa Pires da Rosa, que investigou a questão em sua tese de doutoramento, apresentada na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp. No trabalho, orientado pelo professor Arnaldo Yoshiteru Kuaye e pela bióloga Dirce Yorika Kabuki, ela isolou, identificou e testou métodos de controle dos referidos microorganismos.

De acordo com Vanessa, os problemas em destaque começaram a ocorrer, há alguns anos, com frigoríficos brasileiros exportadores de carnes bovinas, especialmente os instalados no Estado de São Paulo. Por conta disso, algumas empresas resolveram procurar a FEA para propor parceria para o desenvolvimento de um estudo que pudesse identificar as possíveis fontes de contaminação pelos microorganismos cientificamente conhecidos como Clostridium estertheticum e Clostridium gasigenes. Firmada a cooperação, que contou com o apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o passo seguinte foi o desenvolvimento do projeto, iniciado com visitas aos frigoríficos e coletas de amostras para análises.

A autora da tese conta que visitou em várias oportunidades duas empresas, uma em São Paulo e outra em Goiás. Nas visitas, ela coletou 720 amostras de produtos cárneos e de ambientes, que foram analisadas no Laboratório de Higiene da FEA. “Os ensaios em laboratório foram muito difíceis, pois ambos os microorganismos sobrevivem em ambiente livre de oxigênio. Assim, nós tivemos que recorrer a equipamentos que proporcionassem ambientes totalmente anaeróbios para o seu isolamento”, explica Vanessa. Para a detecção e rastreamento de C. estertheticum e C. gasigenes ao longo da linha de processamento, a pesquisadora recorreu a técnicas de biologia molecular. O rastreamento permitiria a possível associação entre a contaminação dos produtos cárneos e os ambientes ou etapas de processo.

Conforme Vanessa, foram encontrados ambos os microorganismos nos ambientes dos frigoríficos, sendo que o Clostridium estertheticum, principal causador do estufamento das embalagens a vácuo, foi localizado nas duas empresas. “Nós identificamos os contaminantes em pontos como a serra elétrica que divide a carcaça, o rolete de retirada do couro, o piso da câmara fria, as embaladoras a vácuo e nas próprias carcaças. Estes resultados evidenciam que os frigoríficos precisam melhorar os programas de higienização, para evitar que esse tipo de contaminação se alastre ainda mais”, afirma a química de alimentos.

Em relação ao controle dos microorganismos, Vanessa promoveu testes in vitro com diversos sanitizantes. A partir dos ensaios ficou evidenciado que tanto os esporos de Clostridium estertheticum quanto os de Clostridium gasigenes são sensíveis, por exemplo, ao ácido peracético, substância que poderia vir a ser uma alternativa nos programas de higienização das instalações. “As pesquisas em torno do controle desses microorganismos estão tendo continuidade na FEA, visto que o tema é muito importante para o a indústria cárnea do país. Apenas para dar uma ideia dessa relevância, existem frigoríficos brasileiros que exportam perto de 80% da sua produção”, informa Vanessa. Além de investigar a contaminação da carne nos frigoríficos, a pesquisadora também analisou amostras de produtos adquiridos no comércio varejista de Campinas. A presença destes microorganismos, diz, foi confirmada nas três marcas analisadas.

Deterioração

Os microorganismos Clostridium estertheticum e Clostridium gasigenes não são patogênicos, ou seja, não têm a capacidade de provocar doenças caso sejam ingeridos. Entretanto, ao contaminarem produtos cárneos embalados a vácuo acondicionados sob refrigeração, eles promovem o estufamento desses invólucros. Também causam a deterioração do produto, que tem a sua cor, odor e textura modificados. “Quando os compradores identificam algumas embalagens nessa condição, eles rejeitam o lote todo, por medida de segurança”, reforça a autora da tese. Ainda segundo ela, são necessários de 40 a 60 dias para que os microorganismos se desenvolvam e produzam o estufamento da embalagem. O prazo de validade das carnes embaladas a vácuo mantidas sob refrigeração é de 120 dias. Além do Brasil, assinala Vanessa, o Clostridium estertheticum e o Clostridium gasigenes têm sido encontrados em produtos cárneos de outros países produtores, como a Nova Zelândia e Estados Unidos.

Gripe suína




Especialistas estão examinando relatos de mortes causadas por um surto de gripe suína no México. Entenda o que é a doença e quais seus riscos.

O que é a gripe suína?

Uma doença respiratória que atinge porcos causada pelo vírus influenza tipo A, que tem diversas variantes. Algumas das mais conhecidas são a H1N1, a H2N2 e a H3N2.

Surtos da enfermidade são comuns, mas raramente causam mortes nos animais.

A gripe tende a se propagar mais durante o outono e o inverno, mas são registrados casos durante o ano inteiro.

Existem vários tipos de gripe suína e, assim como acontece no caso da gripe humana, o vírus causador da doença se modifica constantemente.

Os humanos podem contrair a gripe suína?

Normalmente não, mas no passado foram registrados casos em pessoas que tiveram contato próximo com porcos.

Mais raros ainda são os casos documentados de contágio de pessoa para pessoa.

A contaminação ocorre da mesma forma que a gripe comum, por meio de perdigotos lançados na tosse e espirros.

Esta doença no México é um novo tipo de gripe suína?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou que alguns dos casos registrados são formas não conhecidas da variedade H1N1 do vírus Influenza A.

Ele é geneticamente diferente do vírus H1N1 que vem atacando humanos nos últimos anos e contém DNA associado aos vírus que causam as gripes aviária, suína e humana, incluindo elementos de viroses europeias e asiáticas.

O quanto as pessoas devem se preocupar?

A OMS afirma que ainda é muito cedo para lidar com a situação como se ela fosse o início de uma pandemia.

Entretanto, o risco existe e a evolução dos casos está sendo acompanhada de perto por especialistas.

Fisioterapia atenua recorrência de incontinência urinária em crianças.


A fisioterapeuta Renata Martins Campos realizou uma pesquisa com 47 crianças, de cinco a dez anos de idade, atendidas no Ambulatório de Urologia-pediátrica do Hospital de Clínicas da Unicamp, com o objetivo de tratar a enurese polissintomática - ou incontinência urinária, como é mais conhecida - com exercícios fisioterápicos. O trabalho foi orientado pelo urologista Carlos D'Ancona e os resultados constam da dissertação de mestrado apresentada na Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Em setembro, o trabalho será apresentado em workshop sobre o assunto em São Francisco, nos Estados Unidos.

A enurese polissintomática é apenas uma das disfunções miccionais em crianças, mas traz muita preocupação para os pais e incômodo para os pacientes. Ela atinge, em média, de 5% a 10% da população nesta faixa etária e é caracterizada por perdas involuntárias de urina durante o dia e a noite. Quando o problema não é tratado a tempo e de maneira adequada, existe a perspectiva de a disfunção avançar para a fase da adolescência. "Este quadro leva o indivíduo a passar por várias situações de constrangimentos, entre as quais a cama molhada ao acordar e o odor muito forte liberado pela perda urinária", destaca Renata.

Os dilemas são muitos, pois vários pais não sabem como lidar com a situação. Alguns recorrem às questões psicológicas e outros até tentam a correção com punições. "O problema acaba ficando ainda maior e afeta a família como um todo. A ajuda médica é, muitas vezes, o último recurso", observa.

O uso de medicamentos tem sido até agora a única alternativa para a correção da disfunção. A questão, no entanto, é que o tratamento nem sempre é eficaz e, dependendo do caso, a ingestão das drogas pode durar vários meses. Neste sentido, o estudo realizado por Renata Campos encontra sua importância, pois os exercícios do assoalho pélvico e acessórios associados às mudanças comportamentais apresentaram resultados significativamente superiores.

Na pesquisa, Renata dividiu as 47 crianças em dois grupos, sendo que em um deles foi tratado com medicação, a oxibutinina, indicada para estes casos, associando-a à terapia comportamental, que propõe uma mudança ou reeducação dos hábitos de ingestão de líquidos e miccionais para melhorar o funcionamento da bexiga. O outro grupo foi tratado com a terapia comportamental e um protocolo de cinco exercícios para reforço dos músculos do assoalho pélvico e músculos acessórios, como abdominais, adultores e glúteos. Foram três meses de acompanhamento semanais ou mensais de acordo com o grupo, e as crianças eram orientadas a repetirem em casa, duas vezes na semana.

O primeiro grupo, tratado com medicação, apresentou no primeiro mês 12 noites secas, no segundo, 13, e no terceiro, 16. Enquanto o segundo grupo alcançou o resultado de 15 noites secas no primeiro mês, 21 no segundo mês e, no terceiro, 24, mostrando desta forma uma melhor eficácia com o tratamento fisioterapêutico.

Renata Campos quer saber ainda qual a participação da terapia comportamental nestes grupos. Para isso, desenvolve linha de pesquisa no doutorado para entender os mecanismos do tratamento. Ela acredita que a resposta poderá contribuir para alternativas eficientes no combate ao incômodo que traz angústia a tantas famílias. Os interessados em participar da pesquisa de doutorado e que apresentarem os sintomas da enurese polissintomática poderão entrar em contato com o ambulatório de urologia-pediátrica, no Hospital de Clínicas da Unicamp, às terças-feiras, para posterior encaminhamento.

Texto: Raquel do Carmo Santos
Fonte: Jornal da Unicamp

Como é feita a doação de medula óssea?



Após a confirmação da compatibilidade entre o doador e receptor e confirmada a decisão sobre a doação , o resultado é encaminhado ao centro transplantador , e é lançada a possível data do transplante. Confirmada a data, o centro que coletará a medula do doador desencadeará a realização dos exames clínicos, laboratoriais e de imagens do doador, ou seja, a realização do work up do doador.



O potencial doador deve ser avaliado com exame físico e testes laboratorias, a fim de garantir a segurança do receptor, evitando transmissão de doenças, bem como a segurança do próprio doador.






Essa avaliação deve considerar idade, sexo, doenças crônicas, avaliação das funções hepáticas e renal, tipagem ABO e HLA, sorologias, vacinações recentes, teste de gravidez, radiografia de tórax, eletrocardiograma e avaliação psiquiátrica.



Existem duas formas de doar as células progenitoras ou células-mãe da medula óssea. Uma relacionada à coleta das células diretamente de dentro da medula óssea (nos ossos da bacia) e a outra por filtração de células-mãe que passam pelas veias (aférese).

1) A coleta direta da medula óssea é realizada com agulha especial e seringa na região da bacia . Retira-se uma quantidade de medula (tutano do osso) equivalente à uma bolsa de sangue. Para que o doador não sinta dor, é realizada anestesia e o procedimento dura em média 60 minutos. A sensação do doador é de média intensidade e permanece em média por uma semana (2 a 14 dias), semelhante a uma queda ou uma injeção oleosa. Não fica cicatriz, apenas a marca de 3 a 5 furos de agulhas. É importante destacar que não é uma cirurgia, ou seja, não há corte, nem pontos. O doador fica em observação por um dia e pode retornar para sua casa no dia seguinte.



2) A coleta pela veia é realizada pela máquina de aférese. O doador recebe um medicamento por 5 dias que estimula a multiplicação das células- mãe. Essas células migram da medula para as veias e são filtradas. O processo de filtração dura em média 4 horas, até que se obtenha o número adequado de células. O efeito colateral mais frequente deste procedimento é devido ao uso do medicamento ,que em alguns doadores pode dar dor no corpo, como uma gripe

É necessária a avaliação pela enfermagem do acesso venoso periférico do doador.



Os riscos para o doador são praticamente inexistentes. Até hoje não há nenhum relato de nenhum acidente grave devido a esse procedimento. No caso da punção diretamente dos ossos da bacia, os doadores de medula óssea costumam relatar um pouco de dor no local da punção.



O médico vai informar sobre qual a melhor forma de coleta de células. Dependendo da doença e da fase em que se encontra, o paciente pode se beneficiar mais com uma forma de doação.



O transplante só será realizado quando o paciente estiver pronto para recebê-lo, esta resolução cabe ao médico que está acompanhando o paciente.



O doador por possuir uma medula sadia e bom estado de saúde, reconstituirá o que doou rapidamente e poderá voltar às atividades normais. Em casos especiais e raros, como compatibilidade com outra pessoa, o doador poderá doar novamente a medula óssea.

HIPERTENSÃO PULMONAR



Hipertensão pulmonar é a elevação da pressão sanguínea nas artérias que levam o sangue do lado direito do coração para os pulmões. Este sistema de vasos sanguíneos nos pulmões é chamado circulação pulmonar; está separado do sistema de vasos sanguíneos no restante do organismo, que é chamado circulação sistêmica. A pressão dentro dos vasos sanguíneos pode estar elevada na circulação pulmonar e estar normal na circulação sistêmica, e vice-versa. Quando os médicos medem a pressão nos nossos braços, estão medindo a pressão da circulação sistêmica. Quando a pressão sanguínea dentro das artérias pulmonares está elevada, o ventrículo direito tem de bombear sangue com maior força para levar o sangue para dentro dos pulmões a fim de captar oxigênio.
QUE TIPOS DE HIPERTENSÃO PULMONAR PODEM OCORRER NA ESCLEROSE SISTÊMICA?
Existem dois cenários para a hipertensão pulmonar na esclerose sistêmica, ou seja, isolada ou associada à doença pulmonar intersticial. Pacientes com esclerose sistêmica limitada (sem espessamento de pele em tronco e raízes dos membros) estão mais propensos a desenvolver hipertensão pulmonar não associada à doença pulmonar intersticial. Não está ainda bem estabelecida a causa exata da hipertensão pulmonar neste grupo de pacientes, embora deva estar associada aos mesmos processos que causam danos aos pequenos vasos sanguíneos da circulação sistêmica. As células endoteliais dos vasos sanguíneos são danificadas e levam à excessiva produção de fibras colágenas e sua deposição nas paredes dos vasos sanguíneos. Este processo leva à rigidez dos vasos sanguíneos, e os músculos que auxiliam na constrição dos vasos sanguíneos podem se hipertrofiar, acarretando uma constrição excessiva. Outros pacientes têm hipertensão pulmonar porque apresentam significativa fibrose pulmonar. A fibrose pulmonar reduz o nível de oxigênio no sangue, o que, por sua vez, pode causar um aumento reflexo da pressão sanguínea na circulação pulmonar.